(Português do Brasil) Biodiversidade e Transições Socioecológicas

O Brasil reúne uma das maiores diversidades biológicas e socioculturais do planeta. Seus diferentes biomas, como Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica, sustentam serviços ecossistêmicos essenciais para a qualidade da água, a regulação do clima, a produção de alimentos, a saúde e o bem-estar das populações.

Ao mesmo tempo, esses territórios enfrentam pressões relacionadas ao desmatamento, às mudanças no uso da terra, aos incêndios, à perda de habitats e às desigualdades sociais. O tema busca compreender essas transformações de maneira integrada, relacionando biodiversidade, sociedade, economia, políticas públicas e conhecimentos tradicionais.

A proposta valoriza a produção conjunta de conhecimentos entre universidades, comunidades, gestores públicos, organizações sociais e setor produtivo, contribuindo para a conservação da biodiversidade, a restauração dos ecossistemas e a construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento.

Objetivo

Fortalecer a pesquisa, a formação acadêmica e a cooperação institucional para desenvolver soluções voltadas à conservação da biodiversidade, à restauração ecológica, ao uso sustentável dos recursos naturais e à governança socioambiental.

Busca-se também formar profissionais e lideranças científicas capazes de compreender as relações entre os biomas e de transformar resultados científicos em políticas públicas e soluções aplicáveis aos territórios.

Áreas comtempladas

Ecologia e conservação;
Biodiversidade;
Biologia animal e vegetal;
Zoologia;
Ciências veterinárias;
Ciência animal e recursos pesqueiros;
Ciência do solo;
Restauração ecológica;
Desenvolvimento e meio ambiente;
Sustentabilidade e bioeconomia;
Inteligência artificial e análise de dados ambientais;
Inovação e transferência de tecnologia;
Governança e políticas socioambientais.

Internacionalização

A internacionalização permitirá conectar pesquisas realizadas nos biomas brasileiros às grandes agendas globais de biodiversidade e sustentabilidade. O tema prevê mobilidade de estudantes, docentes e pesquisadores, participação de professores visitantes, missões científicas, coorientações, pesquisas colaborativas e produção científica conjunta.

A cooperação internacional também facilitará o compartilhamento de metodologias, bases de dados e tecnologias para monitoramento da biodiversidade, além de fortalecer redes de excelência em ecologia, conservação e sustentabilidade. As parcerias deverão aproximar experiências do Brasil, de outros países do Sul Global e de centros internacionais de referência.